
Eles eram régios de nascença. Baile, herdeiro de Ulster, e Ailinn, neta do rei de Leinster. Contudo não haviam se separado por causa da inimizade entre Montecchios e Capuletos, mas pela artimanha de um inimigo espectral. O casal combinara de encontrar-se em Dundealgan, e Baile, que chegara antes, foi recebido por um estranho. Ele disse a Baile que Ailinn tinha partido ao encontro de seu amado, mas os homens de Leinster a impediram, e seu coração sucumbiu de dor. Baile ao ouvir triste notícia, não resistiu e tombou ao chão morto na praia. Um mensageiro fora até a casa de Ailinn, que ainda não tinha partido e lhe disse que vinha do Ulster, próximo da praia de Dundealgan, onde vira alguns homens erguendo uma lápide e nela lera o nome de Baile. Aillinn também não resistiu. Dizem que de sua sepultura nasceu uma macieira, cujas maçãs exibiam a semelhança do rosto de seu amado e ao mesmo tempo, no túmulo de Baile, surgiu um teixo assumindo a aparência de Ailinn. Segundo a lenda, as duas árvores foram derrubadas e transformadas em varinhas de condão, nas quais os poetas do Ulster e de Leisnter entalhavam as canções de tragédias de amor de suas duas províncias, em ogam.
Passados duzentos anos, o "Solitário" Art, rei da Irlanda ordenou que fossem levados para o salão de Tara e, assim que as varinhas de condão se viram sob o mesmo teto, elas se uniram e nada pode separá-las novamente. O rei mandou que fossem guardadas como uma das jóias de Tara.
Espero que tenham apreciado. Essa é a continuação de Mitologia Celta.
***
Fiquem bem.
Fiquem bem.
Fonte: Livro - Mitos e Lendas Celtas (Charles Squire)
A imaginação nos faz voar e caminhar por caminhos desconhecidos e maravilhosos. Imaginem no blog da amiga Elisângela: http://portasdaimaginacao.blogspot.com/
Por Bruxinhachellot.
18 comentários:
Deves de saber que as historias infantis eram contadas ás criancas para de uma forma simples lhes transmitir a sabedoria universal
ji
Oi minha bruxinha predileta! Ai que saudade, desculpe, a demora em vir aqui. Estou com meu pai hospializado, agora, está melhor, então, fiquei fora da net esses dias ok.
Seu texto como sempre muito bom e o melhor de tudo é um grande aprendizado para nós seus leitores.
bjs.
O Sibarita
É sempre bom encontrar um "cantinho" desencantado das brumas bloguísticas onde se pode recolher este género de informações. Não sabia desta base à história de Romeu e Julieta...mas a original é realmente mágica, como qualquer lenda ou mito ou fundo de verdade celta...
Beijos em Roda aqui algures de uma Teia.
O que me prende à literatura celta é a auto-estima desse povo que sabia valorizar cultos, tradições, lendas e o trabalho. Amo isso, saber disso, e vir aqui para buscar mais informação me agrada demais, Bruxinha.
BeijUivoooooooooooossssssss da Loba
Essas histórias são absolutamente deliciosas. Eu não conhecia essa. Me fez lembrar um pouco Tristão e Isolda. Do túmulo deles também saiu uma planta, um salgueiro que dizem nunca secou.
Muito bom, Claudia.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
Gostei
Não sei se as histórias de cavalaria da idade média assentam nas tradições celtas. Mas não são de todo alheias, certamente, visto que os celtas dominaram uma boa parte da Europa, nomeadamente a Península Ibérica, onde a sua influência e miscigenação com os nativos deu origem aos 'celtiberos'
Um abraço
Estamos sempre a aprender :) *
as lendas e o amor...
gosto mais dessa foto (ehehehh)
Adorei! Adoro Mitologia, principalmente Celta, e esta história eu não sabia... Beijos!
Interessante a tua história - abre as portas à imaginação...
Adorei - obrigada pela partilha e pela visita ao meu blog.
Beijos e abraços
Marta
A Mitologia é uma porta aberta para o sonho e para a imaginação!!!
Excelente referência e excelente texto!
Muitos beijinhos!!!
Claro que gostei.
Não leio nada parecido em mais nenhum lado.
E aprendo sempre contigo, obrigado.
Bfs, beijinhos.
Beijinhos para ti e bom fim de semana:-)*
Beijinhos para ti e bom fim de semana:-)*
E tem como não apreciar?
Bom domingo, ótima semana pra vc.
Abraço, fica com Deus.
Tenho um fascínio enorme pelas lendas celtas... São as mais telúricas de todas, levam a gente a um tempo que talvez nunca tenham existido! É fantástico!
...E gracias por mais esta história!
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