sexta-feira, 28 de abril de 2006

Final - Dominação

"Infelizes dos ignorantes, pois estão fadados a se tornarem cobaias da raça superior transformando-se em acólitos dominados por seu amo e senhor."
Por Bruxinhachelot.

Aquele que detêm o domínio das massas detêm o poder absoluto.
Direitos humanos caem por terra dando lugar ao lucro desenfreado, a ganância e a corrupção.
Antes éramos os donos da terra, os guardiões da natureza, o oráculo dos sonhos. Hoje somos escravos de nossa subsistência, lavradores de ouro e receptáculos deformados da escória dos "novos deuses".
Somos cativos de nossos desejos frustrados e de nossos sonhos irrealizados.
Sequer podemos erguer o rosto sem levarmos uma bofetada. Afinal, devemos nos portar como cordeirinhos à espera do abate.
A palavra, antes um importante instrumento de comunicação, agora transforma-se no punhal que dilacera nossa liberdade de expressar, corrroendo nossa mente e moldando nosso pensamento. Portanto, sujeitando-nos a aceitar os caprichos da minoria superiorizada.
Dia após dia, somos escalpelados pela realeza que ministra a submissão de seus mandos e desmandos.
Arrancam-nos de nossas raízes, cobrem a pureza de nossas crenças com sua mácula, separando-nos de nós mesmos.
Podemos ser mais que dominantes e dominados, pois podemos ser livres, desvinculando-nos de quaisquer regras e rejuvenescendo nossos ideais a fim de avivarmos nosso espírito e recriar uma nova era - a era da verdade e da liberdade.

Por Bruxinhachellot.




terça-feira, 25 de abril de 2006

Parte II - Usurpação

"Tomai para ti o que já foras criado e modifique a aparência de forma que pensem que tu o inventaste."
Por Bruxinhachellot.

Nada é criado. Tudo é copiado. Transformar o que já existia em algo novo e irrefutável, foi o que fizeram nossos antepassados.
Como uma grande mudança poderia se tornar catastrófica, decidiu-se por usar símbolos e tradições já existentes como alicerce do novo modelo de vida.
Subjugando o inimigo e usufruindo de seus bens, pôde-se obter o domínio das massas.
A ignorância torna-se bem-aventurada para quem detêm o poder.
Assim, instituiu-se o pecado objetivando dominar os ignorantes e salvaguardar os interesses pessoais dos grandes instituidores.
Com o intuito de inferir o medo nas massas, criou-se o que conhecemos como o céu e o inferno e como garantia de ascensão ao primeiro, firmou-se a adoração na unidade divina.
De onde vem nossas tradições? Nossa cultura?
São realmente nossas ou nos foram impostas como meio de salvação?
Manter a mente aberta sem deixar que seja poluída por mentiras e valores impostos por uma sociedade dominante é uma forma de combater a ação maléfica dos usurpadores atuais.
Por Bruxinhachellot.